A CÂMARA

Histórico

No início do Século XVIII, iniciou-se o povoamento de nossa região. Três portugueses, sócios, tornaram-se donos de “datas” de mineração nos ribeirões de Lavrinhas e Jacuba, em nosso município: Tomás Teixeira, Manoel Neto de Melo e Gabriel da Silva Pereira. Este último, o verdadeiro fundador de nossa cidade, abriu a primeira “picada” em direção da “paragem do São João”, hoje Itaúna. A filha ilegítima de Gabriel da Silva Pereira, Francisca da Silva Pereira, casou-se com o posseiro português Manoel Pinto de Madureira que recebeu de dote terras em torno do Morro do Rosário, onde Gabriel havia construído um oratório.


Em 1750, na “paragem do São João”, já havia uns 100 moradores entre portugueses, seus descendentes e escravos. Manoel Pinto de Madureira e outros, que aqui residiam, requereram ao primeiro bispo de Minas Gerais, Dom Frei Manoel da Cruz, uma provisão para construir uma capela nos terrenos de sua propriedade, obtida por dote, cujo despacho favorável exigia que a capela fosse construída no mesmo lugar do oratório. Somente em 1765 a capela ficou pronta, tendo como padroeira a Senhora de Santana. A partir de então, a comunidade ficou conhecida como “povoação nova de Santana do São João Acima”.


Custódio Coelho Duarte, um dos primeiros povoadores de Itaúna, casou-se com sua prima Angélica Nogueira Duarte. O pai desta, João Nogueira Duarte, era casado com Clara Maria Assunção. Uma filha de Custódio e de Angélica, Umbelina Nogueira Duarte, casou-se com Manoel Ribeiro de Camargos, dando origem aos Nogueira, Nogueira Machado e Soares Nogueira. Do mesmo tronco português são os Nogueira Penido, de Itaúna.


Manoel Ribeiro de Camargos, filho do português Antônio Ribeiro da Silva, fundador do povoado “Ribeiros”, em Carmo do Cajuru, e genro de Tomás Teixeira, através das filhas Maria Josefa de Camargos e Isabel Rosa de Camargos, deu origem à família dos Camargos que, com a dos Nogueira, responde pelo pioneirismo nas terras de Santana.


Sabe-se que três irmãos da família Gonçalves da Guia, João, Joaquim e Antônio vieram para nossa região. Antônio Gonçalves da Guia, que aqui já residia com sua mulher, Marcelina Maria Martins, teve uma filha, Maria Francisca Gonçalves, que se casou com Manoel Pereira da Silva. O neto do pioneiro Antônio Gonçalves da Guia, Manoel Pereira da Silva, casou-se com Herculana Petronila Assunção, dando origem à família Herculano, de Itaúna.


Outra família dos primeiros tempos é a Faria, descendente do primeiro Juiz Ordinário de Pitangui, Miguel de Faria Sodré, que se casou com Verônica Dias Leite Ferraz. Misturaram-se com os Marinho e os Santos, descendentes do português Antônio Francisco dos Santos Maia.


De Bonfim vieram, em meados do século XIX, os cinco Sousa Moreira, de uma família de onze irmãos, que se casaram com as cinco moças Gonçalves Cançado, dando origem aos Gonçalves de Sousa, responsáveis pela implantação da indústria têxtil em Santanense.


Em 1877, com a criação, em 17 de fevereiro, de uma agência do correio, fez-se o primeiro movimento para a criação da vila de Itaúna, recusado pela Assembléia Provincial. Em 14 de junho de 1901, em nome dos moradores, Senocrit Nogueira, Presidente do Conselho Distrital, assinou um apelo dirigido à Assembléia, transformado na lei nº 319, de 16 de setembro de 1901, que emancipou o município, separando-o de Pará de Minas, graças, também, aos esforços do deputado itaunense José Gonçalves de Sousa. Dr. Augusto Gonçalves de Sousa, considerado o pai do município, assumiu o cargo de Presidente da Câmara (Agende do Executivo, prefeito). A vila de Itaúna foi elevada à categoria de cidade pela lei nº 663, de 18 de setembro de 1915, e de Comarca, em 24 de janeiro de 1925, pela lei nº 879.


(*) Fonte: Dados Básicos: Pesquisa documental, feita por Guaracy de Castro Nogueira, no acervo da Biblioteca da Fundação Maria de Castro.

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